quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Bibliografia de Luís de Sttau Monteiro

 
Luis de Sttau Monteiro nasceu em Lisboa, em 3 de Abril de 1926.
Aos 13 anos foi viver para Londres, onde o seu pai desempenhava as funções de embaixador.  O tempo que aí passou terá condicionado muitos aspectos da sua formação estética e literária e viveu de perto a tragédia da segunda Guerra Mundial.
De regresso a Portugal, licenciou-se em Direito pela Universidade de Lisboa, tendo exercido por um breve período de tempo a advocacia.
Foi-lhe atribuído em 1962, o “grande prémio de teatro”.Por várias vezes, foi preso pela PIDE, devido ao cunho irreverente que impôs á sua obra.Fez parte do conselho redactorial de “A Mosca”, suplemento do Diário de Lisboa, onde se celebrizou pela criação da figura de Guidinha.
Trabalhou em publicidade e escreveu também, sobre gastronomia com o pseudónimo de Manuel Pedrosa, foi jornalista, colaborador regular de várias publicações- Diário de Lisboa.
Principais Obras do autor:
  • Um Homem Não Chora, 1960;
  • Angústia para o jantar, 1961; 
  • Felizmente Há Luar! 1961;    
  • Todos os anos pela primavera, 1963;
  • O Barão, 1964;
  •  Auto da Barca do Motor Fora de Borda, 1966;
  • A Guerra Santa, 1967;
  • A Estátua, 1967; 
  • As mãos de Abraão Zacut, 1968;
  • Sua Excelência, 1971;
  • E Se For Rapariga Chama-se Custódia, 1978;
  • Crónica atribulada do esperançoso Fagundes, 1980;
  • Chuva na areia, 1982.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Conclusão

Camões para mim é o maior símbolo que a nação portuguesa pode ter, constitui a síntese da grandeza do nosso país, da sua imensidade, particularmente da língua Portuguesa.
Camões viveu durante o auge de todo o império Português, o que contribuiu para o enaltecimento do povo Lusitano, utilizando o poeta para isso a sua habilidade nata e inigualável. Particularmente aprecio em Camões a sua personalidade poética, por esta ser de uma imensidade expendida, apesar de me recusar a enaltecer a sua personalidade humana, isto é, a sua vida boémia e despreocupada; mas por vezes é no seio de uma vida deplorável que nascem muitos génios. Além do seu retrato ao povo Português, dou um grande apreço as suas tentativas de enunciar o Amor, sentimento considerado bastante paradoxal pelo escritor.
Acredito profundamente que este mítico poeta irá ser relembrado constantemente através das várias gerações Lusitanas e estrangeiras, porque afinal foi ele quem nos visualizou o melhor lado do povo da Ocidental Praia Lusitana: aventureiros que nunca desistem.

Grandes Portugueses Luís de Camões

Epopeia
Camões escreveu Os Lusíadas sob a forma de narrativa épica ou epopeia, forma muito utilizada na Antiguidade Clássica e que este conhecia bem.
Uma epopeia, forma literária da Antiguidade Clássica, define-se como uma narrativa, estruturada em verso, que narra, através de uma linguagem cuidada, os feitos grandiosos de um herói, com interesse para toda a Humanidade.
Aristóteles, filósofo grego que viveu durante o séc. III a.C. descreveu os requisitos necessários à composição de uma epopeia:
Ao analisarmos Os Lusíadas, e depois de conhecermos os elementos constituintes de uma epopeia, concluímos que Camões segue, em muitos aspectos, o modelo clássico apresentado.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Simbologia dos Números




1 – Simboliza o Ser por excelência, a unidade entre pólos opostos, remetendo, assim, para atotalidade e para a comunhão com o transcendente.
2 – Simboliza a divisão e a dualidade, seja ela a expressão de contrários ou de complementaridade. Resume o grande paradoxo da existência: a vida e a morte.
3 – Remete para a união entre Deus, o Universo e o Homem, representando por isso atotalidade. Tese, antítese, síntese. Fases da existência: nascimento, vida e morte. Perfeição formal: introdução, desenvolvimento, conclusão.
5 – Ordem, Equilíbrio, Harmonia e Perfeição.
7 – Período temporal unificante e está por isso associado à ideia de completude de um ciclo. Número mágico que remete para o poder e para o acto de criação.
12 – Remete para a unidade temporal do ano. Está ainda associado aos 12 apóstolos que reflectem por sua vez uma forma diferente de estar no Universo, forma essa pautada pelafidelidade a Cristo, pela fraternidade e pela paz.
 Outros símbolos:
Quinas – Representam as 5 chagas de Cristo – imagem do sofrimento e da redenção dos pecados humanos.
Brasão – Simboliza a formação do reino e o passado inalterável.
Noite – Simboliza a morte e a inércia e implica a hipótese de nascimento.
Mar – Simboliza o masculino. O seu dinamismo associa-se à ideia de conquista etransformação. Mar como reflexo do céu – espelho da vontade divina.


Analise dos poemas

1. Nascimento – 1ª Parte “Brasão”Fundação da nacionalidade, desfile de heróis lendários ou históricos, desde Ulisses a D. Afonso Henriques, D. Dinis ou D. Sebastiao.
2. Realização – 2ª Parte “Mar Português”Poemas inspirados na ânsia do Desconhecido e no esforço heróico da luta com o mar. Apogeu da acção portuguesa dos Descobrimentos, em poemas como “O Infante”, “O Mostrengo”, “Mar Português”.
3. Morte – 3ª Parte “O Encoberto”Morte das energias de Portugal simbolizada no “nevoeiro”; afirmação do sebastianismo representado na figura do “Encoberto”; apelo e ânsia messiânica da construção do Quinto Império.

A estrutura
· A Mensagem está dividida em três partes. Esta tripartição corresponde a três momentos do Império Português: nascimento, realização e morte. Mas essa morte não é definitiva, pois pressupõe um renascimento que será o novo império, futuro e espiritual.


Sebastianismo
· A Mensagem apresenta um carácter profético, visionário, pois antevê um império futuro, não terreno, e ansiar por ele é perseguir o sonho, a quimera, a febre de além, a sede de Absoluto, a ânsia do impossível, a loucura. D. Sebastião é o mais importante símbolo da obra que, no conjunto dos seus poemas, se alicerça, pois, num sebastianismo messiânico e profético.
Quinto Império: império espiritual
· É esta a mensagem de Pessoa: a Portugal, nação construtora do Império no passado, cabe construir o Império do futuro, o Quinto Império. E enquanto o Império Português, edificado pelos heróis da Fundação da nacionalidade e dos Descobrimentos é termo, territorial, material, o Quinto Império, anunciado na Mensagem, é um espiritual. “E a nossa grande raça partirá em busca de uma Índia nova, que não existe no espaço, em naus que são construídas daquilo que os sonhos são feitos… “A Mensagem contém, pois, um apelo futuro”.